“Hey, eu não quero ir devagar. Eu quero que você chegue devagarzinho, em silêncio e me fazendo entender que vai ficar tudo bem. Nada de ficar me encarando e tentando dizer palavras que não vão nos levar lugar a nenhum. Quero mordidas, abraços demorados e guerras de travesseiro. Mensagens que me façam sorrir de madrugada, e ouvir a sua voz quando eu estiver com medo. Preciso errar mais vezes nessa vida para você me sussurrar a resposta certa. E ser a minha fraqueza, mesmo quando eu não quero mais uma. Mais uma que me faça cair e me perder. Por que a gente precisa experimentar tudo de uma vez só e não esperar o depois, tem que ser assim, sem pensar, e que os arrependimentos venham depois. Não precisamos de cordas com amarras fortes e nem sermos obrigados a tomar o café da manhã juntos. Só precisamos não saber de nada e tentar adivinhar tudo. Traduzir o silencio e clamar a escuridão. Viver de frases entrecortadas e de beijos na ponta dos pés. Não precisamos de nenhum relógio que nos mostre a hora certa. Por quê um dia garoto, saberemos.
“Eu vivo me perguntando quem é você que me roubou as palavras e ganhou as minhas linhas. Nunca obtenho respostas, não sei o que em ti é real e o que é fruto da minha imaginação. Não me faz bem sonhar contigo e acordar no frio dessa cidade sabendo que você não chegará e a minha casa seguirá grande demais. Por mais que encurtem as distâncias, que facilitem o amor e me empurrem até você, ainda nos faltará muito. Faltará você deixar de ser pergunta e virar resposta. Eu não preciso de amor fácil, até ontem eu nem sabia que precisava de amor, mas se é difícil que ele se faz, que seja. Eu preciso apenas que você me olhe, que me note. O amor também cansa de se esconder no meu peito ou nos meus olhos forçados.
Não é a vida a vilã, somos apenas nós, imaturos, mal-criados, desalmados: nós, que não sabemos amar. Mas te amo, mesmo incompetente e rezando para que o meu coração acalme e eu possa dormir sem o vazio ocupando espaços. Eu te amo mesmo na falta de nós.
“A melancolia caminha por mim, ela cega meus passos, e a estrada parece sem fim. A neblina encobre nossas cabeças, nossas mentes estão longe demais pra perceber.